segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Organizações sa Sociedade Civil guineense exige suspensão imediata de ações no Parque Mbatonha em Bissau

Organizações da Sociedade Civil Guineenses descontentes com o procedimento da CMB e o Governo em relação ao parque Mbatonha, alias fpi mesmo objeto da car aberta emviada ao presidente da CMB data de 31 ultimo.

Na carta pode ler-se: À CMB e ao Governo a suspensão imediata da movimentação de veículos pesados e transporte de inertes para o Parque de N´Batonha e a apresentação pública de explicações devidas à população sobre a mesma;

Desfrute na integra do teor da CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DE CÂMARA MUNICIPAL DE BISSAU

Assunto: Parque Europa – Lagoa de N´Batonha

Exmo. Sr. Presidente da 

Câmara Municipal de Bissau

Na impossibilidade de fazê-lo de outro modo, tendo em conta de que nos encontramos num fim de semana de fim/início de ano, vimos através da presente expor e denunciar o que segue.

O Parque da Lagoa de N´Batonha, localizado no centro da cidade de Bissau, é reconhecido como elemento central da ecologia urbana de Bissau, constituindo um importante local de alimentação, reprodução e descanso para as aves residentes e migradoras, oriundas dos países da Europa. Dados do Instituto da Biodiversidade e Áreas Protegidas (IBAP) da Guiné-Bissau apontam para mais de 125 espécies de aves a utilizarem a lagoa de N´Batonha durante todo o ano.

O local abriga também um conjunto de espécies da fauna e da flora, incluindo répteis, anfíbios, mamíferos, entre outros, representativas dos ecossistemas terrestres e aquáticos da Guiné-Bissau.


Estes pressupostos determinaram a recuperação ecológica do local e da lagoa em particular, e requalificação da respetiva zona envolvente, reconvertidas entre 2016 e 2018, num Parque de Natureza e Lazer, batizado como “Parque Europa - Lagoa de N´Batonha”, destinado à população de Bissau, no âmbito do projeto “Kau di Catchu ku kau di pekadur”, implementado pela Câmara Municipal de Bissau, em parceria com a Monte – A.C.E. e com financiamento da EU e do Instituto Camões.


Convém aqui relembrar os objetivos do projeto, expostos publicamente pela CMB:


- o reforço dos instrumentos e das competências da CMB para a implementação e a boa gestão de espaços públicos naturais

- a disponibilização de um espaço de Natureza e lazer para a população da cidade de Bissau.


O Parque Europa - Lagoa de N´Batonha é frequentado essencialmente por jovens e crianças, tanto como local de lazer, de exercício físico, como de espaço de aprendizagem. De notar que o Parque é gratuito e de livre acesso a todos, sendo utilizado diariamente por centenas de pessoas. 

É constituído por um conjunto de equipamentos designadamente a) uma zona ecológica e de observação da biodiversidade que inclui uma lagoa de água doce e vegetação aquática e terrestre a ela associada, bem como um circuito de interpretação das zonas húmidas, e b) uma zona de lazer que inclui uma área para serviços, incluindo uma cafetaria/restaurante com esplanada, uma área de recreio com parque infantil, parque de manutenção física com aparelhos e uma pista de corrida, e áreas com estruturas de apoio (casas de banho públicas, bebedouros, bancos, iluminação, caixotes de lixo, etc.).

De assinalar que apesar de alguns esforços demonstrados pela CMB, a gestão do Parque ainda é muito deficiente. Cientes, porém, do seu valor ambiental, pedagógico e de lazer algumas organizações da sociedade civil e citadinos de Bissau, chamaram a si a responsabilidade cívica da sensibilização tanto da direção e técnicos da CMB, como dos citadinos em geral, efetuando limpeza periódica do Parque por forma a contribuir para a preservação do espaço, confiantes na melhoria progressiva da respetiva gestão pela CMB.

Em vez de sinais positivos de melhoria da gestão do Parque, nesta época festiva, em que a frequentação do Parque aumenta, sobretudo por parte das crianças e familiares, eis que somos presenteados com sinais de destruição do Parque, alegadamente para construção de uma mesquita e de uma escola, com “apoio” da Turquia.

A confirmar-se a informação acima, consideramos que estamos perante um crime ambiental inqualificável e de um total descaso social, tendo em conta de que a Guiné-Bissau se encontra no topo dos países mais vulneráveis do ponto de vista ambiental e a ausência quase total de espaços de lazer e de aprendizagem sobre o ambiente na cidade de Bissau e no país em geral. 

Exortamos por isso:

- à CMB e ao Governo a suspensão imediata da movimentação de veículos pesados e transporte de inertes para o Parque de N´Batonha e a apresentação pública de explicações devidas à população sobre a mesma;

- aos parceiros técnicos e financeiros do projeto “Kau di Catchu ku kau di pekadur”, nomeadamente a Representação da União Europeia, a Cooperação Portuguesa e a Monte, a assumirem as respetivas responsabilidades;

- à sociedade civil, em especial as organizações de defesa e preservação ambiental a mobilizarem-se para a proteção e salvaguarda do Parque Europa Lagoa de N´Batonha.

Bissau, 31/12/2022.

Coletivo Resgatar a Cidade de Bissau/PRA-GB Projeto Rapada Ambiente) / ALTERNAG / TINIGUENA / Coletivo de Jovens comprometidos com a Guiné-Bissau /LGDH /ACEP /Casa dos Direitos/ONG Palmeirinha/RNDDH.


terça-feira, 27 de dezembro de 2022

​Miguel de Barros defende introdução de questões ambientais nos currículos escolares em Cabo Verde

A mobilização para o combate às alterações climáticas, em Cabo Verde, deve começar nas escolas, com a introdução de questões ambientais nos currículos. A ideia é gerar consciência ambienta.

Em entrevista concedida à Rádio Morabeza, em Abidjan, capital económica da Costa do Marfim, o director-executivo da organização não governamental guineense, Tiniguena, Miguel de Barros, diz que a escola é um elemento determinante num momento em que as mudanças climáticas constituem uma grande ameaça global.

“O sistema de ensino deve incorporar todos os elementos de formação que permitam a disseminação de conteúdos, desde tenra idade para que depois, nessa transição, seja possível, por exemplo, ligar a gestão da seca à questão do sistema produtivo e isso possa levar a uma maior capacidade de rentabilizar aquilo que a terra pode dar”, defende.

“Acho que a escola é um elemento determinante, assim como o mercado, porque não é o mercado que determina o nosso consumo, mas os valores associados ao conhecimento que temos”, complementa.

Por outro lado, o activista entende que há necessidade de maior formação da sociedade cabo-verdiana para uma melhor compreensão de questões ligadas aos oceanos. Miguel de Barros lembra que ao Governo cabe a responsabilidade de definir políticas públicas, mecanismos de acesso ao financiamento e, ao mesmo tempo, articular para gerar um ecossistema que permita enfrentar as mudanças climáticas a partir de uma perspectiva de desenvolvimento sustentável.

“Para que isso aconteça, o papel dos movimentos sociais é fundamental em termos de pressionar o próprio Estado e de serem proponentes de políticas públicas mais assertivas que vão ao encontro, não só das suas expectativas, mas também das suas capacidades. Numa perspectiva mais ampla da sociedade civil, tem que haver um olhar muito mais direccionado sobre como é que a comunicação social pode desempenhar esse papel, não sendo só enquanto um actor que é chamado para difundir conteúdos, mas um actor que entra na concepção dessas políticas de uma forma participativa”, realça.

Miguel de Barros acredita que Cabo Verde poderá chegar a um nível de concertação social entre o Estado, sector privado, ONG comunicação social, associações profissionais e comunitárias e conseguir chegar a uma capacidade de maior gestão dos eventos severos.

As consequências das mudanças climáticas incluem secas intensas, escassez de água, incêndios severos, aumento do nível do mar, inundações, derretimento do gelo polar, tempestades, declínio da biodiversidade, entre outras. A universalização da compreensão dos riscos impostos pela mudança do clima e uma consciencialização social sobre o tema são primordiais, porque em causa está a sobrevivência das pessoas.

Por: Fretson Rocha Rádio Morabeza

Fotografia arquivo de ATS.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Reforçar a reorganização do sector privado; revisão do código de investimento privado; revogacão do despacho que instituiu o sistema de fornecimento de combustíveis à atividade da pesca (tanquer) entre outro foram as recomendações da Conferencia Nacional sobre as Pescas.

Foram três dias de trabalho “07, 08 e 09 de dezembro de 2022, sob lema “Nô Pis Tem Balur” (o nosso peixe tem valor), a Conferência Nacional sobre as Pescas, organizado pelo Ministério das Pescas, através da Direção Geral de Formação e Apoio ao Desenvolvimento das Pescas, em colaboração com a UE, sob alto patrocínio de Sua Excelência Umaro Sissoco Embalo, Presidente da República da Guiné-Bissau, e Presidente da Conferência dos Chefes de Estado e de Governos da CEDEAO.

Evento que juntou diferentes participantes desde representantes do Corpo Diplomático, das Organizações Internacionais, do Poder Tradicional, Quadros do Ministério das Pescas, Setor Privado, Operadores Econômicos, diferentes instituições estatais, ONGs parceiros de desenvolvimento e Estudantes Universitários tem como objetivo pensar as pescas no país e como domesticar a pesca industrial foi presidido pelo PR General Umaro Sissoco embalo.

Nove (9) temas marcaram o evento:

i) Subsetor da Pesca Artesanal, (Transformar o Potencial em Oportunidades);

(ii) Subsetor da Pesca Industrial,( Inverter o Paradigma e Domiciliar Actividades da Pesca a Nível Nacional);

(iii) Investigação Cientifica Pesqueira, (Presença dos Recursos e das Pescarias, e Desafios da Valorização e da Exportação do Pescado Nacional);

(iv) Controlo e Fiscalização das Actividades de Pesca, (Instrumento de Gestão e Mecanismos de Exercícios da Soberania Nacional);

(v) Desafios do Sector Privado e a Integrenção das Pescas na Economia Nacional;

(vi) Politicas, Leis e Regulamentos para a Gestão Sustentável das Pescarias e do Sector;

(vii) Contributo das Áreas Marinhas Protegidas e seu Papel na Sustentabilidade das Actividades da Pesca na Guiné-Bissau;

(viii) Parceria de Pesca e Apoio Setorial; e por último

(ix) Estratégia Nacional de Desenvolvimento da Pesca e da Aquacultura.

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O sector da pesca artesanal é de suma importância para a economia e subsistência do povo guineense, ela assume uma enorme dimensão socioeconómica visto que, constitui a principal fonte de fornecimento de proteína animal, absorve uma elevada quantidade de mão-de-obra, tanto como atividade económica principal, secundária e de subsistência, fonte de rendimento importante para os jovens e mulheres e contribui significativamente para a emancipação económica das mulheres. É segmento fulcral na transformação, distribuição e comercialização do pescado no mercado nacional, dando indicação de um empresariado a emergir na pesca artesanal, cujos promotores são as mulheres.

Nos primeiros anos da independência, deu-se o inicio a criação de projectos de desenvolvimento da pesca artesanal, iniciando por projeto de Bubaque e o de Cacheu. Num total de 6, estes projectos foram todos financiados pela ajuda externa e animados pela Direcção Geral da Pesca Artesanal ‘DGPA.

v  Projeto da Pesca Artesanal de Bubaque, criado com a cooperação sueca em 1977;

v  Projeto da Pesca Artesanal de Cacheu, cujo início foi apoiado pela USAID em 1981 e retomado pela CEE em 1982;

v  Projeto da Pesca Artesanal de Farim, pela Suecia em 1984;

v  Projeto da Pesca Artesanal de  Quínara, por uma ONG francesa em 1986;

v  Projeto da Pesca Artesanal de Tombali, com uma ONG Italiana, em 1988; e por fim, Projeto da Pesca Artesanal de Biombo, financiado e executado pelo TCP/FAO.

   

A definição da atividade da Pesaca Artesanal na Legislação da República da Guiné Bissau, é considerada como uma actividade da pesca praticada nos rios, estuários ou no mar territorial, por embarcações propulsionadas por remos ou velas ou motores fora de bordo, de potência inferior ou igual a sessenta (60 cv), cujo comprimento não ultrapasse dezoito (18) metros.

Em função das características naturais e geográficas da zona costeira da Guiné-Bissau e das características das embarcações e respetivas potências de motores, são estabelecidas zonas de ordenamento da pesca artesanal.

Essas zonas de pesca artesanal são medidas a partir das linhas de base e compreendem:

a)      Aguas interiores não marítimas;

b)     Aguas interiores marítimas;

c)       Mar territorial

As artes mais usadas no exercício da faina da Pesca Artesanal compreendem as redes de deriva, redes de emalhar, linha e palangre.

A pesca artesanal constitui uma actividade primordial para a economia da Guiné-Bissau, não apenas como factor determinante de equilíbrio alimentar do país e de combate à pobreza, mas também como fonte de rendimentos para uma parte significativa da população.

Segundo os resultados dos inquéritos socioe-cónómicos, realizados pela DGPA, em colaboração com o CIPA, em 2020, no país operam:

Ø  2.407 pirogas, entre as quais 27,1% motorizadas, apontando para um aumento de 10,9% em relação aos 16,2% das pirogas motorizadas publicadas nos estudos realizados em 2011;

v Produção

Já em 2020, os dados de inquéritos indicam que a produção da Pesca Artesanal aponta para:

Ø  38.910 ton, representando um aumento de 77,7 % em relação aos estudos realizados em 2011;

Ø  13.531 ton representam a produção de pesca a pé, destinado ao consumo do mercado interno;

Ø  De acordo com estes estudos, as exportações efetuadas situam a volta de, 1,36 % para demersais, 0,8 % para pelágicos G, 0,96 % para crutáceos e 1,8 % para moluscos;

Ø  21.890 ton / ano, é o total das exportações de produtos da pesca artesanal efetuadas em 2011, segundo os resultados de inquéritos;

Ø  95 % do pescado desembarcado para o consumo do mercado interno provém da pesca artesanal.

A contribuição na balança orçamental, segundo os dados do INE, aponta para os 43 % das receitas globais internas, sendo o produto interno bruto ‘PIB’ de 3,2 % (INE).

As políticas adotadas pelo governo, para o desenvolvimento do sector das pescas, assentam-se nos seguintes instrumentos legais:

(i)      Lei Geral das Pescas; (ii) Regulamento da Pesca Artesanal; (ii) Despachos; (iv) Memorandos; (v) Acordos; (vi) Planos anuais de gestão das pescas; (vii) Plano Estratégico de Desenvolvimento das Pescas e Aquacultura; (viii) Programa do Governo para o Sector das Pescas.

No Plano Estratégico para o Desenvolvimento das Pescas e Aquacultura ‘PEDPA’, o objectivo geral da componente da Pesca Artresanal, é de fornecer uma base de apoio ao desenvolvimento durável, orientada e descentralizada do sub-setor da pesca artesanal na Guiné-Bissau, assente nos três sub-objectivos específicos:

Ø  O desenvolvimento durável da Pesca Artesanal e  promoção de Aquacultura;

Ø  A promoção da Pesca Artesanal, através de projetos de criação de polos estruturantes nas regiões;

Ø  Amelhoração dos circuitos e condições de comercialização de produtos da Pesca Artesanal.

Apesar do esforço despendido pelo governo no sentido de fazer alcançar os objetivos preconizados, persistem alguns constrangimentos, que dificultam a implementação das políticas definidas para o sub-setor, tais como:

1)      Permanente Instabilidade institucional e governativa;

2)      Deficiência de políticas de capacitação e valorização do pessoal técnico-administrativo;

3)      Fraca capacidade de pesquisa pesqueira;

4)      Ausência de programas e projetos de formação e capacitação dos pescadores artesanais nos domínios de navegação e segurança no mar e em técnicas modernas de pesca.

Em termos de perspectivas, a Guiné-Bissau prevê as seguintes ações:

Ø  Implementação do Plano Estratégico de Desenvolvimento das Pescas e Aquacultura (PEDPA) (2023 – 2027);

Ø  Réplica dos programas/projetos que visam a definição e implementação do período de repouso biológico, nas rias;

Ø  Promover controle e seguimento de todas as actividades da pesca artesanal;

Ø  Domiciliação das atividades de desembarque dos produtos da pesca artesanal;

Ø  Valorização de produtos com destino ao mercado subregional;

Ø  Reestruturação e relançamento das Delegacias Regionais das Pescas;

Ø  Capacitação e valorização do pessoal tecno-administrativo da DGPA;

Ø  Com base nas potencialidadees existentes, priorizar a promoção de produtos nacionais;

Ø  Promoção do Desenvolvimento da Aquacultura;

Ø  Instalação e consolidação do Centro de Formação Pesqueira, na cidade de Bolama;

Ø  Construção dos centros de processamento, transformação, conservação e venda de pescado;

Ø  Formação dos Pescadores Artesanais e das mulheres Transformadoras e comercializadoras (reforço d/ capacidades);

Ø  Organização e legalização das Associações e dos pescadores, através das ONGs Profissionais;

Ø  Realização das ações de fiscalização participativa apoiadas pelo sistema de co-gestão dos recursos marinhos e costeiros locais, "Rio Grande de Buba, Rio de Cacine,Rio de Cacheu";

Ø  Aprovisionamento regular em materiais e equipamentos de pesca.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Bissau, acolhe hoje e durante trêe dias Conferencia Nacional sobre as Pescas. Um evento organizado pelo Ministério das pescas.

A Guiné-Bissau um país costeiro cuja a impprtancia da pesca artesanal assume uma grande dimensão socioeconomica visto que constitui principal fonte de fornecimento de proteína animal, absprve uma grande quantidade de mão-de-obra, um fonte de renda importante para a juventude e mulheres, cotribui significativamente na emancipação economica das milheres.

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Enquanto ambientalistas e agronomos choram a quantidade de produtos quimicos oferecidos para o governo que se destina a agricultura, o engenheiro floresta e ambientalista alerta.

Constantino Correia antivo Diretor Geral das Florestas e Fauna, fez uso da sua pagina de facebook para revivar a memoria dos menos atentos e questionar série de coisas no ponto da legalidade e benefício socio-ambiental.

Formado em Portugal em tras monte quer saber das opinioes das estruturas do estado sobre os 10.125 hectares para plantação de maracuja.

"Está- se a falar de concessão de 10.125 hectares (10.125 campos de futebol) para a instalação de um projeto que tem como objecto principal a produção de maracujá, segundo os interessados, a maior plantação de maracuja no mundo. A ser verdade pergunto: 

A ser verdade quero saber qual foi o papel do Gabinete do Planeamento Agricola (GAPLA) do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural e do Conselheiro Tecnico Principal do Ministro da Agricultura para não falar do Instituto Nacional de Pesquisa Agrícola de que faz parte o Cetro de Fruticultura de Coli que será parte da area desse dito projeto.

Tambem gostaria de conhecer o parecer da Autoridade de Avaliação Ambiental Competente (AAAC) sobre os possiveis impactos ambientais e sociais que necessariamente projeto dessa envergadura causará na zona nas populações e no País. Não esquecer de que, o local de que estamos a falar não fica muito longe das Lagoas de Cufada e do Parque Natural do mesmo nome que funciona entre outras como, uma recarga aquifera de toda a Região de Quinara e  não só.

E o que diz o Instituto da Biodiversidade e das Areas Protegidas (IBAP) tendo em conta o projeto se tratará de minocultura de Maracujá. Será que tiveram em conta de que esse possivel empreendimento está na zona costeira onde vide mais de 80% da nossa população. A aproximidade a foz do Rio Corubal, foi tida em conta!? Para não falar na disposições da Lei da Terra e o seu Regulamento referente a concessão dessa envergadura. O que a Brigada de Proteção do Ambiente e da Natureza (BPNA) da Guarda Nacional disse sobre um eventual projeto dessa envergadura tendo em conta os estragos ambientais obrigatorios que o dito projeto causará. Terão ouvido o Instituto Marítimo e Portuário que é a entidade que gere as zonas ribeirinhas e as regras da distância do leito do rio. O Rio Corubal, importa que se lhe diga é ai da doce na zona em questão!? Muito superficialmente tentei alertar e apontar caminhos para evitarmos o que possa vir a ser dos maiores desastres agricolas, ambientais e sociais. Para terminar quero alertar ou avivar as memorias dos implicados de que, a Guiné-Bissau, segundo dados das Nações Unidas, é o Segundo País  no Mundo mais vulneravel aos impactos das Alterações climáticas por isso as organizações internacionais estão a investir e muito na NA AGRICULTURA INTELIGENTE, NA AGROECOLOGIA E AGRICULTURA DE CONSERVAÇÃO, NA SUSTENTABILIDADE e não nessa eventual monocultura de larga escala com todas as suas consequências ambientais e sociais.

O Ministro do Ambiente e Biodiversidade foi tido ou achado, gostaria de saber... o Cadastro, o Ordenamento do Território foram ouvidos!? Foram feitas audiencias publi as obrigatorias em circunstâncias semelhentes  para ouvir os que poderão ser as maiores Vítimas desta aventura sem precedentes. Tenho dito." 

 Mantenhas de Guineendade  

Constantino Correia

O antigo DGFF, incredulo com o que está para e acontecer no país, lança o repto.

Da mesma forma que nós ecologistas questiona.os sobre quantidade de adubis que em menos de um mês entrou e entra no país.

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Adaptação, Resiliência e Mitigação Através da Agroecologia deve ser a prioridade;

Hoje 7 de novembro de 2022 o Sharm El-Sheikh do Egipto disse: À medida que a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27) retorna à África após seis anos, a Alliance for Food Sovereignty in Africa (AFSA) está pedindo apoio internacional para soluções agrícolas sustentáveis ​​e locais para enfrentar a crise climática. 

A AFSA, a maior organização da sociedade civil da África, representando mais de 200 milhões de agricultores, pastores, pescadores, povos indígenas, movimentos de mulheres e jovens e grupos religiosos em todo o continente, participará da COP27 para garantir que as negociações fortaleçam a resiliência da África à crise climática, integrando a agroecologia nos espaços de política climática regional e nacional. A delegação se baseará na advocacia contínua da AFSA, incluindo uma reunião em setembro deste ano em Adis Abeba, Etiópia, onde a AFSA anunciou sua demanda de que a COP27 coloque a agroecologia no centro da adaptação climática da África, criando resiliência para os pequenos agricultores da África, pescadores, pastores e comunidades indígenas e seus sistemas alimentares. Antes da conferência, a AFSA apresentou Adaptação, Resiliência e Mitigação Através da Agroecologia um documento de posicionamento que descreve um caminho claro para líderes e formuladores de políticas priorizarem a adaptação climática por meio da agroecologia. No documento, a AFSA descreve cinco demandas principais, resumidas como:

● Agricultura: Priorize a agroecologia incluindo-a nas decisões climáticas da COP27 e institucionalizando-a na UNFCCC

● Adaptação ao clima: Centralizar e engajar significativamente os produtores de alimentos de pequena escala na adaptação ao clima, incluindo a utilização do conhecimento indígena. 

● Ação climática na terra: Concentre-se na proteção da terra contra a degradação devido à agricultura em larga escala e estabeleça/restaure a gestão comunitária dos recursos naturais.

● Financiamento: Direcione novos e acessíveis financiamentos climáticos para pequenos agricultores, na forma de doações em vez de empréstimos.

 ● Gênero: operacionalizar o Plano de Ação de Gênero da UNFCCC para permitir que mulheres e meninas tomem as melhores decisões econômicas para administrar suas terras de forma sustentável.


sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Promoção da Segurança de Sementes Agrícolas Endógenas na África Ocidental

De 27 a 31 Outubro, decorre na região de Fatik, comunidade de Ndiogolor no Senegal, um workshop sobre a segurança das sementes.

O evento visa fortalecer as capacidades dos participantes em matéria de avaliação de  sementes estratégicas para a Segurança Alimentar ao nível dos seus países. A atividade enquadra-se no projeto de Reforço de Igualdade de Género através da Agroecologia dirigida por Mulheres na África Ocidental, nomeadamente Guiné-Bissau, Senegal, Togo e Burkina Faso, um projeto financiado pelo Governo canadiano em parceria com a ONG Inter Pares.

O encontro conta com mais de 30 participantes de diferentes organizações da sub-região e do Canadá, nomeadamente a Tiniguena (Guiné-Bissau), Enda Pronat (Senegal), Inades- Formation (Togo e Burkina-Faso), a Rede COPAGEN assim como Seed Change e Inter Pares (Canadá).

No fim do Workshop, espera-se que os participantes possam replicar a avaliação nas comunidades onde intervêm e elaborem planos de ação que contribuam para a resiliência das sementes camponesas, e consequentemente, contribuir para a Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional ao nível da África Ocidental.

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