![]() |
| fotografias arquivo da Missão de GREENPEACE |
domingo, 16 de abril de 2023
Bissau acolhe nos dias 18 e 19 de abril uma conferência intitulada “Segurança Marítima no Golfo da Guiné e suas implicações para a segurança da Guiné-Bissau”.
quinta-feira, 2 de março de 2023
Pescadores artesanais denunciam aumento de pesca ilegal e relatam “enormes prejuízos” noticiou a VOA no dia 27 do mês findo.
Pescadores artesanais na Guiné-Bissau denunciam o aumento da pesca ilegal nas águas territoriais do país e relatam “enormes prejuízos”.
Entretanto, o ministro das Pescas, Orlando Mendes Viegas, relativiza a situação e garante que o Governo tem feito o que pode.
Em entrevista a VOA o Presidente da Associação Nacional dos Profissionais da Pesca Artesanal, Abulai Lenin, diz haver muitos acampamentos clandestinos fora do controlo do Estado.
"Os peixes fumados, por exemplo, são exportados para Guiné Conacri. Estes factos não constam dos dados estatísticos. Aliás, a própria fiscalização não tem sido eficiente", afirma Lenin.
Dados do Ministério das Pescas, citados pela Rede de Jornalistas sobre Mercado e Economia Ilícita, indicam que o sector pesqueiro emprega directamente 6 mil e 134 pessoas e indiretamente 26 mil guineenses.
Mas, “os países vizinhos, sobretudo o Senegal e a Guiné Conacri, assim como os da União Europeia, beneficiam mais dos recursos pesqueiros da Guiné-Bissau por via da pesca ilegal ou mediante acordos bilaterais”, afirmam os profissionais da pesca artesanal.
Abulai Lenin, acrescenta que "muitas vezes aqui, na nossa costa, nomeadamente em Unhucum, João Vieira e Varela, os barcos de pesca industrial violam o espaço de 12 milhas, arrastam e destroem as nossas redes, justamente nas zonas onde são proibidos de pescar".
Cacheu, no norte da Guiné-Bissau, é igualmente apontada como uma das zonas mais afectadas pela pesca ilegal.
Luís Fofana, antigo delegado das pescas na região de Cacheu, actualmente colocado no sul do país, revela que os pescadores senegaleses e ganeses são os maiores infractores.
"As nacionalidades que mais pescam na nossa costa, nesta zona de Cacheu, são os senegaleses e os ganeses. Os senegaleses são maioritários, contudo, os ganeses usam canoas de grande porte, capturando peixes em extinção e que foram proibidos pelo nosso Estado".
Ante esta cenário, Fofana destaca a falta de meios para combater a pesca ilegal.
"Nós não temos meios de fiscalização. Os senegaleses sabem disso, por isso entram e saem das nossas águas quando bem entenderem. Uma delegação sem bote rápida de fiscalização, não há como combater a prática da pesca ilegal nesta zona", lamenta aquele responsável.
Contactado pela VOA, o ministro das Pescas afirma que o Governo está ciente da realidade e que tem feito tudo para superar a situação.
"Temos grandes dificuldades neste aspecto, mas temos uma Comissão Sub-regional das Pescas e em conjunto tentamos sempre fazer na medida do possível. O aumento ou não [da pirataria] depende da informação que cada um tem. Nós temos registos das apreensões constantes e das abordagens que são feitas", disse Orlando Mendes Viegas, quem assegurou que "o Governo tem empenhado no combate à pesca ilegal".
Recorde-se que a Guiné-Bissau tem uma grande extensão de costa.
IN VOA
Operadores e Governo com leituras diferentes dos acordos internacionais de pesca-artigo de VOA.
| Foto arquivo O Ambientegb |
terça-feira, 31 de janeiro de 2023
Apreensão de seis pirogas e um Navio todos estrangeiros e algumas infrações no mar é o resultado preliminar da fiscalização feita durante o período de repouso biológico.
Seis Pirogas estrangeiras e um navio foram pontos fortes da balança das atividades de fiscalização durante os 31 dias do fecho de mar disse o Secretário geral do Ministério das Pescas igualmente presidente da Comissão para o efeito.
Com tudo Maurício Sanca lembra que foram detectadas outras irregularidades tais como a pesca não declarada e não regulamentada a chamada INN.
O ato que decorreu na presença do representante da UE no país durou pouco mais de uma hora e meia.
O principal parceiro do governo no domínio das pescas UE, assegura através do seu representante no país que a pesca é o principal sector econômico do país pelo que a sua conservação é de capital importância para poder continuar a dar sustento a muita família e o Estado.
Segundo informou Presidente da comissão 90% do plano para o respetivo período foi de conseguido com êxito, mas, deixou algumas recomendações tais como:
- aquisição de meios para fiscalização;
- reforço de meios de concertação inter institucional e internacional;
- figurar no OGE meios para fiscalização.
Ministério das pescas assinala hoje o fim do período de repouso biológico da pesca industrial 2023 e apresenta o resultado da sua implementação.
Sob lema: No DA BALUR ANÕ PIS KU NO MAR" durante trinta e um dias Guiné Bissau adotou o período do repouso biológico na pesca industrial nas águas sob a sua soberania e jurisdição.
Uma reclamação de vários anos da pesca artesanal que há anos vem reivindica.p
a primeira vez foi no ano passado embora sem haver balanço público, no presente ano espera-se a presentação de resultados.
Uma iniciativa bem acolhida pelos conservadores embora seja a segunda vez na sua história como jovem nação.
terça-feira, 3 de janeiro de 2023
Custa muito acreditar que isto está a acontecer, uma autêntica destruição ambiental-DDL.
O Socíologo, Jornalista e professor Universitário fez uso da sua pagina pficial de facebook para gritar contra o que chama de tamanha ignorancia.
Diamantino Domingos Lopes também secretário da SINJOTEC organização da midia guineense disse nao poder ficar calado perante ao extermino da lagoa Parque Mbatonha.
"Não posso ficar calado
Custa muito acreditar que isto está a acontecer, uma autêntica destruição ambiental.
Basta comparar as imagens, facilmente se percebe que estamos perante uma ignorância total, por tudo o que é valor sociocultural, tradicional e ambiental.
Era sim, necessário dar um devido tratamento ao espaço, visando honrar a sua história e proteger as espécies dos animais que recorrem ao espaço para o efeito da reprodução ou de repouso.
Decidiram pura e simplesmente assassinar os animais que aí vivem e comprometer todo interesse e visões voltadas a proteção ecológica.
Localizada no centro da cidade, a lagoa é o único reservatório superficial de água doce na região, onde vêm alimentar-se ou nidificar mais de 100 espécies de aves, muitas delas vindas da Europa e da Ásia, e alguns répteis como o crocodilo.
Umas questões à Câmara Municipal de Bissau a entidade gestora da cidade, qual é o motivo desse extermino da lagoa, que garante a vida há muitos seres vivo?
Quem é o dono dessa obra, ou melhor o que pretendem construir nesse local, que dá direito a esse vil crime ambiental?
Tem alguém com posições nesse país, para dizer que isto não está correto?
Lamento muito, é mesmo triste o curso deste país Guiné-Bissau".
Por: DDL








