sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Dakar acolhe encontro de alto nível sobre o desenvolvimento da aquacultura em África


A capital senegalesa, Dakar, acolheu de 07 a 08 de outubro de 2026 um encontro de alto nível sobre aquacultura. "Qual o contributo da Aquacultura para um crescimento inclusivo, um desenvolvimento sustentável e a criação de emprego em África" é o tema do referido encontro. A atividade é uma organização conjunta entre a Rede Africana das Instituições encarregadas do Desenvolvimento e da Promoção da Aquacultura (RAFAQUA) e a Rede Africana dos Institutos de Investigação Halieutica e das Ciências do Mar (RAFISMER) da COMHAFAT. 

Com o apoio da Conferência Ministerial sobre Cooperação Halieutica entre os Estados Africanos Ribeirinhos do Oceano Atlântico, o atelier contou com a participação de representantes dos 22 países membros da COMHAFAT, da CSRP, do Air Centre de Portugal e da OMPDA. O objetivo é partilhar o retorno de experiências com o intuito de favorecer uma sinergia e complementaridade entre os Estados membros da COMHAFAT através das redes RAFAQUA e RAFISMER. 


O secretário executivo da COMHAFAT, Sr. Taoufik El Ktiri, enalteceu e saudou a qualidade das apresentações e das intervenções que ilustram suficientemente a vontade de desenvolver para África uma aquacultura sustentável, competitiva, rentável e equitativa. 

Na sua alocução de abertura, o Diretor de Gabinete do Ministro das Pescas e da Economia Marítima do Senegal, Sr. Baba Ndiaye, congratulou-se primeiramente com a realização deste encontro de alto nível no Senegal. Face à diminuição das capturas de pesca aliada a um crescimento demográfico acentuado, defende que "a aquacultura aparece hoje como uma alternativa credível capaz de colmatar a lacuna e contribuir significativamente para o alcance dos objetivos de segurança alimentar, para a criação de empregos, de rendimentos e também para a luta contra a emigração clandestina". Para o efeito, defendeu que uma transição da pesca de captura para a pesca de criação se impõe a África. Contudo, segundo o Presidente da RAFISMER, Mohamed Najih, "o sucesso desta transição exige uma rutura com as abordagens isoladas. Precisamos de uma forte sinergia entre os decisores políticos, os institutos de investigação, o setor privado e os nossos parceiros de desenvolvimento. O Estado deve desempenhar o seu papel de facilitador, assegurando os investimentos, normalizando as zonas de produção e modernizando as infraestruturas de acompanhamento." 

Quanto ao Presidente da RAFAQUA, Sr. Samba Ka, também defendeu uma sinergia de ações em África. "Somos obrigados a trabalhar e a encontrar juntos soluções sustentáveis", declarou.



Texto e fotos de jornalista Talibuia Haidara traduzido.