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foto arg. O Ambiente GB |
A intensidade e o impacto das suas funções na pesca dependem, em grande parte, do seu estado de conservação e da sustentabilidade das práticas ou seja artes de pescatorias.
A pesca tem impactos negativos nos mangais, a vários níveis; ao nível mundial em 22 403 publicações, abrangendo 241 Áreas Marinhas Protegidas (AMP), demonstra que as áreas marinhas protegidas podem melhorar significativamente o sequestro de carbono, a proteção costeira, a biodiversidade e a capacidade de reprodução dos organismos marinhos, bem como as capturas e os rendimentos dos pescadores.
As águas da Guiné-Bissau são particularmente ricas e produtivas em termos de recursos haliêuticos, as estimativas efetuadas pelo centro de investigação CIPA revelam uma biomassa de 579 000 toneladas de peixe, com um potencial de exploração de 291 000 toneladas, das quais 200 000 toneladas de pequenos pelágicos.
O sector das pescas contribui em cerca de 40% para o orçamento nacional, graças às compensações dos acordos de pesca (Ministère de la Pêche, ND; Diouf, 2022).
A Guiné-Bissau possui uma biodiversidade excecional, possui a segunda maior extensão de mangais em África e uma das coberturas florestais mais bem preservadas da sub-região, além disso, o país possui zonas húmidas de importância mundial, que servem como principais locais de invernada para as aves migratórias, as áreas marinhas protegidas (AMP) desempenham um papel crucial na conservação desta biodiversidade única.
O país criou um Sistema Nacional de Áreas Protegidas (SNAP) que cobre mais de 26% do território nacional e gerido pelo Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP/Dr Alfredo Simao da Silva).
A importância da pesca, dos mangais e das AMPs na Guiné-Bissau e os benefícios potenciais do reforço das suas ligações, despertou a Wetlands International Africa, e seus parceiros, a unirem forças e desenvolver um projeto sobre o tema.
Daí nasceu atelier com vista a obtenção das informações de forma participativa para elaboração do projeto de pesca baseada numa relação (Pesca, Mangal e Áreas protegidas) cuja abertura dos trabalhos é presidido pelo ministro das pescas e econimia marítima Mario Muzante.
Na sua explanaçao destacou o papel importante de WETLANDS no país ao longo dos seus 24 anos, por outro lado governante assegurou que o encontro visa uma reflexão para efectuar um diagnóstico dos três domínios.
Viriato Cassama ministro do Ambiente Biodiversidade e Acção Climática quem testemunhou ato, alerta que a interligação entre mangais pesca e áreas marinhas protegidas é uma sinergia ecológica puro que se precisa cultivar e reforçar ao longo do tempo.
no seu discurso Na Guiné-Bissau, os mangais representam uma das nossas maiores riquezas ecológicas e sociais. Eles desempenham um papel central na preservação da biodiversidade marinha e na segurança alimentar das comunidades costeiras. Funcionam como berçários para inúmeras espécies de peixes e crustáceos, garantem a renovação dos estoques pesqueiros e oferecem proteção natural contra a erosão costeira e as inundações provocadas pela subida do nível do mar.
"Nos
últimos anos, o nosso país tem investido em ações concretas para proteger essas
riquezas naturais e melhorar a qualidade de vida das comunidades dependentes.
- Com 26.3%
do território nacional classificado como áreas protegidas, a Guiné-Bissau
é um exemplo em termos de compromisso com a conservação da natureza. As
áreas marinhas protegidas, como o Parque Nacional João Vieira e Poilão e a
Reserva da Biosfera do Arquipélago dos Bijagós, são referência na proteção
de habitats marinhos e dos mangais.
- Projetos em
parceria com organizações internacionais, como a Aliança Global dos
Mangais, têm permitido a regeneração de vastas áreas de mangais degradados
e a capacitação das comunidades na gestão desses recursos.
O
atelier que iremos hoje assistir constitui um passo essencial para consolidar
um projeto que, além de reforçar as relações entre a pesca, os mangais e as
áreas marinhas protegidas, deve criar mecanismos que promovam:
- A
valorização dos benefícios mútuos: A Pesca e a conservação não devem
ser entendidas como opostas, mas sim como complementares. Precisamos de
soluções integradas que permitam que as comunidades tenham uma
participação ativa na gestão dos recursos e se beneficiem dos ganhos da
preservação.
- A
criação de alternativas económicas sustentáveis: O turismo ecológico, a aquacultura
sustentável e a valoração económica dos produtos oriundos das áreas
protegidas são caminhos a explorar.
- Educação
e capacitação: As
comunidades e as novas gerações precisam ser equipadas com conhecimentos e
ferramentas para garantir a gestão eficiente e sustentável dos recursos
naturais no futuro.
Com esta iniciativa, queremos garantir que as zonas costeiras da Guiné-Bissau continuem a ser uma fonte de prosperidade para as nossas populações e ao mesmo tempo mantenham a sua função essencial na conservação da biodiversidade e no equilíbrio ambiental global" finalizou.
Alioune Sall Coordenador subregional da Wetlands começou por saudar particularmente o compromisso contínuo do Governo de Guiné-Bissau na preservação dos ecossistemas cruciais, a liderança dos Ministérios das Pescas e do Ambiente Biodiversidade e da Ação climática tem sido fundamental na implementação de iniciativas e políticas destinadas a proteger manguezais e áreas marinhas protegidas. O engajamento é um pilar para o sucesso dos projetos em andamento e para aqueles que se vai trabalhar juntos. O apoio ativo desses dois ministérios é a prova de que o A Guiné-Bissau está no caminho do desenvolvimento sustentável, em harmonia com a conservação do seu rico património natural.
Já Raul Djumpe Representante nacional de Wetlands lembra que o atelier é importante, pois vai permitir obter um conjunto de informações de forma participativa de diferentes instituições e atores que atuam de forma direta ou indireta do setor das pescas, tendo em vista modelo tripartido (Pesca, mangal e Áreas protegidas). Permitindo desta feita a toma de decisões de consensual, facilitando a obtenção dos objetivos comuns e consequentemente criação de condições para as conceções de responsabilidade e autonomia dos envolvidos no projeto, em prol do desenvolvimento das comunidades. "Uma mensagem nossa comunidade piscatória do país requer para o seu bem estar social e económico os recursos pesqueiros recursos. Por isso, os resultados obtidos no presente atelier serão transformados em Projeto do Ministério das Pescas e Economia Marítima, tendo em vista a modelo tripartido (Pesca, Mangais e Áreas Marinhas Protegidas)".
encontro juntou mais de quarenta (40) tecnicos de deferentes instituiçoes estatais, ONGs e comunidades.